quinta-feira, 26 de julho de 2007

Título: "A morte do Barão na Época da Seita"


Autor: Manuel José Caria Gonçalves


Capítulo 1º
Nasci em mil novecentos e sessenta, a vinte e dois de Agosto; filho de António Martins Esteves e Maria José Marques Caria que viriam a falecer em mil novecentos e setenta e dois a doze de Janeiro dados como desaparecidos a dois de Fevereiro do mesmo ano por mim que contava onze anos e pela minha irmã que contava oito anos.
Um dos avós de meu pai era Vitória de Vitória, o outro António de Garcia. Quanto aos avós de minha mãe são de ambos os lados paterno de Teodoro José Caria.
A mãe do meu pai era Vitória Cevenca e o pai Cevenca também.
A mãe de minha mãe Margarida era irmã e esposa de um presidente, o Fernandes que morreu no primeiro de Janeiro de mil novecentos e sessenta e um, com o nome de António José Caria Juntamente com a esposa.
Do meu pai nascido em Lisboa ou no Porto como se chamava então a capital, emigrado para a Áustria em tenra idade, o seu avô António Garcia impôs-lhe o nome de Francisco Álvaro Gonçalves bem como aos restantes irmãos e ouvi dizer que dois dias antes da morte da minha mãe ela adoptou o nome de Maria José Marques Caria Gonçalves por premunição da tragédia de Janeiro de mil novecentos e setenta e dois.

Sou então filho de Odete Porto casada com o Segundo irmão de Uiliames Ascensão Segundo pais de Odete Porto, mãe de Ana de Vasconcelos, mãe de Ana Vasconcelos, mãe de Maria Margarida, mãe de Maria José a mais nova das filhas de Maria Margarida.
José Maria Porto foi destacado do exército alemão durante gerações seculares na península Ibérica, mantendo sempre o mesmo nome por causa duma cobra gigantesca a que chamam Moura. Odete Porto tem Ascendência em Miguel Ascensão, militar e presidente português antes da ascensão de Lorde Sir Uiliames Ascensão e Gaudlilho Vito.
Miguel Ascensão comprou a península Ibérica e lá não restou ninguém.

Mas voltemos ao meu nascimento e a mil novecentos e sessenta: ou seja ano nove mil cento e cinquenta e quatro data deste planeta.

Escrevo estas linhas em onze mil duzentos e sessenta e um ao dia duzentos e onze à volta do meu quarto em Alcântara numa tarde de sol de Verão quente e sombreado e numa sala ampla às dezoito e dez da tarde ou antes às quinze e três na escala decimal.
Quando nasci e cresci estávamos em pleno período dos quatro primos Américo de Deus Rodrigues Tomás que se sucederam uns aos outros em curtos períodos de tempo de mil novecentos e cinquenta e nove a mil novecentos e setenta e quatro; data de uma revolução.
Depois do desaparecimento do meu único irmão Eduardo Marques Caria e do meu quinto primo António Pedro Caria Gonçalves. A família ficou reduzida a mim e à minha irmã.
A minha irmã foi a única que resistiu para assistir ao meu igual e trágico casamento que contou com a morte da minha esposa casada na igreja por padre Vicente Vieira Videira Vieira, foi morta após a cerimónia religiosa pelo padre João Legauhte, mesmo antes de assinar, e que estava encarregado dos assentos do casamento. Viu a arma, fugiu em direcção ao lavabo a porta fechou-se e não voltou a sair depois do disparo em direcção à porta.
Depois a Doutora Ana Gonçalves assinou no acto em papel próprio a certidão de óbito e a sua prima direita procuradora no acto do assento do casamento assinou, consumando o casamento.
A minha irmã irritada disse que teriam de ir nesta conversa até ao final...

Ora muito bem, a dinastia e descendência brame do ramo de minha mãe Odete Porto é testemunha de uma conversa de dinastias de padres jesuítas que premeditaram esta tramóia. Beneditos em dois mil e cinco estava na América e João Legauhte já faleceu.
Tudo se encaixa pois do ramo ascendente da dinastia de Miguel Ascensão há um testamento a Sampaio que bombardeou o Canadá com pesados custos sem que tenha sido noticiado. O que foi notícia foi uma visita oficial.
A vida continua: Ana Paula a minha, Paula da Ana a do meu primo direito mais velho, casado em mil novecentos e cinquenta contra a vontade dos pais. Se agi contra a vontade de meus pais não o sei porque morreram muito antes.

O que é certo é que q Igreja Romana adoptou o nome de Igreja Católica que são coisas distintas e é imperdoável estarem a julgar São Bento e a apregoar o Catolicismo. É caso para cúria de Beneditos.
Querem dizer que não foram os romanos? Que foram os Católicos que se lhes opõem formalmente? Se passa despercebido na confusão? Com que intenção é que há confusão?
Tudo isto levanta suspeitas, é suspeito.

Assim como é suspeito o disfarce holandês dos Tomás da transacção do ouro da América para a Ibérica aparentemente vindo da China, com uma guerra colonial.

Quando foram substituídos por morte violenta começaram a apinocar as vilas e as cidades recentes agravando com pontes viadutos e auto-estradas o problema da moura de mil novecentos e cinquenta e oito, ano em que saiu da toca correu para a capital que ficou deserta em quatro horas apenas. Mértola terá sido arrasada dando origem a Évora e a moura morta perto do Tejo em direcção a Lisboa.
Teria mais de cinquenta e cinco quilómetros de comprimento, contam ao do Porto que as outras terão mais de cento e vinte quilómetros.
Uma delas com dois quilómetros foi morta por Lencaster com um varão de ferro rijo afiado nas duas pontas.

Mas voltemos a pôr os pés assentes na terra.
A minha mãe socorreu o meu pai que teve um enfarte no emprego e depositou-o paralisado ao cuidado de uma sua prima Cevenca também religiosa colocada em Portugal haviam poucos meses, numa casa de oração feminina com autorização superior e Patriarcas. Mas morreram lá os três, mortos a tiro. Os cadáveres não apareceram não se sabe o que se passou.
Já os meus avós maternos morreram por envenenamento.

Lembro-me de acordar para ver os meus avós e pais e vê-lo mortos ou desaparecidos.
Quando o meu pai teve o enfarte em doze de Março de mil novecentos e setenta e um foi de caixão à cova para ele.
Eu estava a pescar com os amigos e pesquei um peixe pequeno. Para não ficar desanimado um amigo deu-me o dele um pouco maior. Cheguei a casa satisfeito quando ouço a voz grave, séria de minha mãe dizer que o pai tinha tido um enfarte e que estava internado em Santa Maria.


Capítulo 2º
O caixão era de mármore pesado e fez vista grossa até ao Escurbundo.
Rezou-se missa na Sé; não sei se romana se católica. O povo voltou-se contra os políticos porque o falecido gozava de escárnio e não de oração, meditação ou coisa semelhante. Foi a primeira vez transportado de carro a motor em vez de carro puxado a animais.
Os animais não aguentavam a caminhada até ao Escurbundo, hoje povoação chamada Comenda, Pernes.

Lá ergue-se a estátua da incoerência da política da trilogia em oposição ou concórdia.
Lá está a do mais novo a do Comendador Gonçalves Pereira, igualzinha! O comendador não... Isto em épocas remotas, hoje ouve-se perguntar quem é que se lembra de Gonçalves Pereira? Comendador. O primeiro Comendador e o último para que isto de colares não se repita! E não se repita porquê?
Por causa das feras. Estavam lá dentro entretidos com os colares com as feras à solta pela cidade e mouras também, que derrubavam casas e parlamentos que deixavam sem sustento a cidade e sem alento os mais afortunados. Que provocam um lamaçal no Tejo que chega a mudar o curso do rio.
Apesar da população o repor no seu leito novamente de carmento e embarcação com rochas e areias, eles iam de colar a comenda tão rija. Se tirassem o colar perdiam-no para sempre e assim isto não passa de uma época de seitas porque as drogas não eram permitidas. Isto passa-se no tempo dos Comendadores Pereira Gonçalves Pereira, Pereira Gonçalves e Gonçalves Pereira, e o colar não saía do peito até há hora da morte.
Não existiam seitas.
E estes três são quem executam formalmente as leis, quem diz estes três diz estas três dinastias.
Os reis abandonaram o planeta no tempo de Dom Cristóvão da Holanda.

"Onde é o Escurbundo Senhor Esteies?"
Disse o Martins Esteves: "Segue-se sempre a estrada para o Porto, junto ao rio quando vir uma oliveira chegou."
"Diacho, não me diga que o morto é do Olival."
O caixão era de mármore e fazia eco como o eco de Humberto pai dos José Maria Porto. Humberto e os filhos foram mortos por Lobasqui excepto um. Não pertenço a uma seita, seu filho de Maria José, filha de Margarida, filha de Ana, filha de Ana de Vasconcelos, filha de Odete Porto. Mais não digo.
Os Romanos julgam!
Os católicos confessam-se uns aos outros e perdoam ou não.
QUO VADUS JUSTINIANUS VETRA ECA METALICA VADUS
Será que a moura é a razão do aparecimento das seitas? Ou o homem é de ferro?

E voltamos a "Gonçalves Pereira" que sucedeu a Spinola, Gomes, Gonçalves, Eanes, Soares e Sampaio. E tenho impressão que é o Pereira Gonçalves que lá está porque o Pereira Gonçalves Pereira morreu conhecido como duque impiedoso dos processos do 1º de Outubro: "O Duque de Saldanha".
Era tão inflexível na reconstrução que morreu por causa da reconstrução.

Uma morte tão rápida de pais e avós depois de uma vida tão longa de um bisavô, em tempos bem piores que foram os da guerra com a índia, levaram-no a pensar: "Se vocês pensam assim então não lhe dêem nada...

(foto do Alentejo)

"Quando vir uma oliveira é justamente aí que eu paro porque o motor é mais caro que o animal."

Capítulo 3º
Quando foi enterrado não haviam flores tinham sido todas deixadas pelo caminho, foi enterrado por cima do mármore potássio foi plantada uma oliveira e um azinho, que se ergueu no campo num local que não conheço porque adormeci em casa com escassos meses de idade.

Passados hoje que estão setecentos e cinquenta e um anos e meio sobre a morte do Visconde Miguel Vasconcelos Campara de Vasconcelos, 29-06-2007.